Sensibilidades Plausíveis

Terça-feira, Maio 27, 2008

[|| ||| | ||| | || | || Beside You In Time]

A relevância.
A perplexidade.
A ausência.
A subsistência.

A fonte de inspiração que se define temporalmente. Apenas temporalmente.


_ . .
_
. _

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

[109 / Can Technology Help?]

Eu no meu caminho. Tu no mesmo caminho, seguindo no sentido inverso, evidenciando escassos sinais de ausência de sobriedade. Ambos rodeados pelos respectivos “grupos”.
Cruzamo-nos e a minha atracção faz com que olhe para trás e ainda consiga registar visualmente o teu comportamento mal sucedido.
Tenho pena de não teres chegado a conseguir tocar-me nas costas.

(E espero que leias isto)

[108 / Writing, At Last, Because Of A Beautiful Moment]

Há alturas em que nos perguntamos porque nos encontramos num dado local em determinado momento, quando poderíamos ter enveredado por uma outra opção. Há alturas em que começamos a ter certezas quanto ao erro cometido aquando da nossa escolha entre as várias opções. Há alturas em que o regresso a casa constitui uma confirmação do fracasso das nossas expectativas ilusórias, criadas horas antes. Mas há alturas em que o mais pequeno dos gestos pode inverter toda esta lógica; até mesmo durante o derradeiro momento final.
O próximo post é exemplo disso.

Terça-feira, Agosto 14, 2007

[107 / No Title For This One]

Às vezes irrito-me com a autonomia das pessoas.

Domingo, Junho 24, 2007

[106 / Summer Solstice]

Apesar da banalidade das actividades com que, os seres que te podem apreciar, aproveitam o tempo de vida que lhes forneces, és um dos meus dias favoritos do ano.
Personificas o apogeu da existência, nesse teu tão característico rasgo de claridade que se estende nobremente para além dos limites aceitáveis dos costumes radicalmente conservadores de algumas vidas gastas (ou perfeitamente aptas para seguir esse caminho) e vincadas pelo tradicionalismo. Esse teu grito de luz transporta a mensagem de que a vida é um continuum a que não se devem impor os constrangimentos de horários que outrora alguém teve a possibilidade de demarcar para as gerações futuras que não chegou a conhecer.
Todos os anos lhes gritas para abolirem essa construção social. Todos os anos eles não ligam à tua plasticidade, preferindo o seu próprio entorpecimento de saberem o que os espera amanhã, na semana seguinte, nos meses subsequentes e nos anos posteriores.


(Dedicado a todas as pessoas embriagadas pela rotina)

Sábado, Maio 26, 2007

[105 / Fly Higher, Fall Deeper]

Há segundos no espectro temporal das nossas vidas que podem ser ocupados em actividades emocionais fascinantes.
A nobreza de uma experiência de ponto máximo só pode ser equiparada à glória do momento de lucidez que faz desabar a ilusão e nos leva a encarar a crua realidade em todo o seu esplendor, oferecendo-nos uma viagem gratuita ao mundo da depressão.
São duas versões opostas que implicam os mesmos níveis de actividade intelectual e emocional.

Terça-feira, Maio 22, 2007

[104 / A Gradual Construction]

Este é o dia no qual começo a desenvolver uma actividade há muito esquecida por mim: seleccionar e ordenar palavras. Um gesto que, talvez num dia longínquo, se possa vir a traduzir num objecto chamado "livro".

Terça-feira, Maio 08, 2007

[103 / The Broad Span Of The Human Possibilities]

Deste lado da parede de um prédio escreve-se em silêncio no computador.
Do outro lado da parede não.
A infantilidade em corpos adultos deixa-se mostrar.
Bebe álcool.
Faz sons guturais.
Interage com outros seres humanos em estado infantil.
Regorgita palavras de intelectualidade incandescente, alimentando a discussão neo-filosófica existente entre eles: “Ó filha dá putá. Hehehe.”, “Parece um chupa-cabras. Hehehe.”, “Vai pó cárálho, ó filha dá putá”.
Silêncio.
A campainha toca repetidamente.
Silêncio.

A questão da diversidade humana. Uma vez mais.

Free Web Counter
Site Counter